RESENHA – BOTICA CACHOS.BIOEXTRATUS

Hoje eu vim falar da minha experiência usando a Linha BOTICA CACHOS da Bioxtratus. A linha já foi lançada há um tempinho e eu estava namorando a linha esse tempinho também, mas por conta das tranças e da quantidade de produtos que eu tinha pra testar, eu demorei um pouquinho… e vocês sabem que essa blogueira só fala bem do que usa e realmente gosta, então… é isso! Bora resenhar, né!

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O COLORISMO E A MESTIÇAGEM

Eu há tempos ensaio escrever aqui  sobre o Colorismo. E apesar de já falar bastante sobre o assunto nas minhas falas por aí, eu precisava mesmo preparar meu espirito para registrar tudo o que eu acho sobre o assunto em forma de post… e pra começar eu queria falar que eu ainda tenho mais dúvidas sobre o Colorismo do que certezas e talvez por isso, achei importante dividir isso aqui. Quem sabe vocês não me ajudam?

Tenho certeza que esse é o primeiro de muitos posts sobre o colorismo por aqui… e é mesmo só um começo, ok! Um desabafo de iniciação.

Bom, eu não consigo falar de Colorismo sem tocar na Mestiçagem, até porque sem o fator miscigenação não estaríamos falando de colorismo com tanto afinco né!? O problema é que as pessoas se esquecem que a miscigenação do povo brasileiro (principalmente a parte afro-brasileira) foi iniciado através da violência – seja pelo estrupo cometido contra as negras escravizadas, seja pela política de embranquecimento que fomentou a vinda de brancos europeus para o Brasil) – e acabam romantizando a mestiçagem como um processo natural entre povos que convivem e se respeitam. Parem! Por favor! Nos misturamos e não teve romance nenhum nessa história,  e não há muito o que fazer sobre isso a não ser refletirmos sobre os efeitos e pensarmos em discussões que sejam positivadas na ressignificação das nossas identidades ligadas à nossa ancestralidade, seus fenótipos e o reflexo deles em uma sociedade eurocentrada e racista.

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PLOPPING – O MELHOR AMIGO DOS FIOS NO FRIO

Semana passada o meu secador queimou e eu me vi diante de um dilema: como secar meus cachos mais rápido e evitar que eu fique ainda mais gripada que estava? Porque não dava mais pra ficar sem lavar o cabelo, já tinha aguentado tempo demais…. foi aí que eu me lembrei de uma técnica que eu costumava usar muito e que eu já tinha falado aqui, O PLOPPING.

O PLOPPING nada mais é do que uma técnica de modelar os fios com a toalha que ajuda bastante na secagem dos fios. Então, pra quem tá sem difusor como eu, ou pra quem gosta de evitar os danos que o ar quente causa aos fios, a técnica é uma sensacional…. parece complicado, mas não é não tá gente!!! Mas, a minha dica é… use uma toalha que não seja nem tão felpuda e nem muito fina, ok – pra você conseguir trabalhar sem muito esforço e complicação.

Vou ressaltar aqui, que eu fiz muito uso dessa técnica na época da minha transição pra modelar os fios, em! E realmente funciona…

1. Com os cabelos molhados, vire a cabeça para baixo, de forma a encaixar os cachos na toalha/camisa;
 
2. Enrole as laterais, como se embrulhasse uma bala de chocolate;
 
3. Uma vez que tenha definidas as duas pontas da toalha/camisa…
 
4. Enrole-as para a nuca, como se fizesse um turbante, podendo usar um elástico para prender a última ponta.
 
 

No outro post eu coloquei uma imagem em inglês (que era exatamente a imagem que eu tinha nos meus arquivos pra me ajudar a fazer), mas quase um ano depois, já consegui encontrar a mesma imagem traduzida para o português dando pinta na Internet… então, se você ainda sentir dúvida…. garra no Google.

A VIOLÊNCIA EM NÓS.

Há alguns dias viemos acompanhando o desenrolar de um caso horroroso de estupro! 33 homens violentaram uma jovem de 16 anos e disso, todas nós já estamos enjoadas de saber, de sofrer, de chorar. Por que, eu não sei vocês, mas eu chorei muitíssimo com isso tudo… Chorei porque é algo que estamos todas sujeitas, pois estamos diante daquele medo constante, daquela ameaça sem fim de que teremos nossos direitos desrespeitados em razão dessa cultura machista do estupro que, infelizmente, faz a cabeça de algumas de nós, mulheres!

Eu cresci num lar muito esclarecido, ainda que cheio de regras. Meus pais souberam bem me mostrar tudo o que podia e o que o reflexo das minhas escolhas poderiam causar, mas nunca, em nenhuma das conversas me foi falado que minhas escolhas seriam usadas como fundamento pra violências contra mim mesma! Porque isso não faz nenhum sentido.

Eu poderia estar aqui falando dessa barbárie e de como o meu vômito vem à garganta quando penso nesse caso, mas eu quero falar é da Justiça, ou da falta dela. Quero falar da nossa educação retrógrada que torna as vítimas, responsáveis pelos crimes cometidos contra elas. Quero falar do machismo que faz de nós mulheres, objetos. Quero falar sobre o direto sobre os nossos corpos e quero GRITAR que ele é templo sagrado de nossas almas!

Eu não sei vocês, mas ao acompanhar esse caso eu tenho certeza de que precisamos nos unir em fortaleza. Que precisamos, irmãs…. é caso de vida ou morte!

(desculpem, queria escrever mais, mas por motivos pessoais, sou tomada por uma forte emoção e não consigo prosseguir)

AFROFLIX – A PLATAFORMA NECESSÁRIA

Essa semana eu fui surpreendida com a notícia de uma coisa que me deixou imensamente feliz:  O AFROFLIX… trata-se de uma plataforma colaborativa que disponibiliza conteúdos audiovisuais online com uma condição: aqui no AFROFLIX você encontra produções com, pelo menos, uma área de atuação técnica/artística assinada por uma pessoa negra.  São filmes, séries, web séries, programas diversos, vlogs e clipes que são produzidos OU escritos OU dirigidos OU protagonizados por pessoas negras…. Um “Netflix” Afrocentrado…. Putz! Muita beleza isso!!!

Eu não sei bem se vocês tem noção do que isso significa de fato, na verdade, nem eu sei se tenho noção da dimensão disso, mas posso garantir que tô ciente deque esse veículo marca, com certeza o empoderamento “hard level” do áudio visual negro do país.

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PHARREL ARRASA COM NOVA COLABORAÇÃO PARA ADIDAS

Eu vou confessar um negócio aqui antes de adentrar no assunto propriamente dito: EU sempre fico apaixonada pela coleção colaborativa entre a Farm e a Adidas. O negócio é que eu faço um boicote pessoal à marca em detrimento ao monte de vacilos relacionados aos meus posicionamentos afrocentrados e então, mesmo que eu queira muito (e as vezes eu quero muito, viu!), eu não compro… Daí agora veio Pharrell Williams e acaba com os meus problemas com a sua coleção “Pink Beach” para a Adidas. Além de fazer peças maravilhosas do jeitinho que eu amo, nosso irmão famosão, mostra que é tão brilhante na moda quanto na música e de quebra ainda ensinou aos manos tupiniquins como é que faz para valorizar modelos negros sem ser o caricato de sempre!

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