AFROFLIX – A PLATAFORMA NECESSÁRIA

Essa semana eu fui surpreendida com a notícia de uma coisa que me deixou imensamente feliz:  O AFROFLIX… trata-se de uma plataforma colaborativa que disponibiliza conteúdos audiovisuais online com uma condição: aqui no AFROFLIX você encontra produções com, pelo menos, uma área de atuação técnica/artística assinada por uma pessoa negra.  São filmes, séries, web séries, programas diversos, vlogs e clipes que são produzidos OU escritos OU dirigidos OU protagonizados por pessoas negras…. Um “Netflix” Afrocentrado…. Putz! Muita beleza isso!!!

Eu não sei bem se vocês tem noção do que isso significa de fato, na verdade, nem eu sei se tenho noção da dimensão disso, mas posso garantir que tô ciente deque esse veículo marca, com certeza o empoderamento “hard level” do áudio visual negro do país.

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PHARREL ARRASA COM NOVA COLABORAÇÃO PARA ADIDAS

Eu vou confessar um negócio aqui antes de adentrar no assunto propriamente dito: EU sempre fico apaixonada pela coleção colaborativa entre a Farm e a Adidas. O negócio é que eu faço um boicote pessoal à marca em detrimento ao monte de vacilos relacionados aos meus posicionamentos afrocentrados e então, mesmo que eu queira muito (e as vezes eu quero muito, viu!), eu não compro… Daí agora veio Pharrell Williams e acaba com os meus problemas com a sua coleção “Pink Beach” para a Adidas. Além de fazer peças maravilhosas do jeitinho que eu amo, nosso irmão famosão, mostra que é tão brilhante na moda quanto na música e de quebra ainda ensinou aos manos tupiniquins como é que faz para valorizar modelos negros sem ser o caricato de sempre!

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LOOK BOOK

Eu tô aqui na correria da preparação dos eventos mais babadeiros do Estado do Espírito Santo (SIM! JÁ ESTAMOS NA ÉPOCA, NÉ!?) Mas deu um tempinho de eu compartilhar um Post Modinha que vocês tanto me pedem… As fotos foram feitas na Inauguração do Espaço de Beleza da Loja Ponto Black que fomos para prestigiar a linda amiga Paula Breder (usei também no 1º dia da Beauty Fair que foi no mesmo dia) … As fotos foram feitas pela competentíssima Hadassa Nunes.

 

 Saia Lápis e Cropped – Mania de Você| Chapéu – Forever 21 | Argola – A Quixotesca| Pulseiras – Eu que fiz |  Anel – Biojóias Odara| Sandália – Victória Shoes e a minha velha bolsa da Smarthbag

VÍDEOREFLEXÕES – GERAÇÃO TOMBAMENTO

EU tô tentando chegar em todos os lugares e atender à todos os pedidos. Por isso, e por narcisismo (tsc!) eu gravei um vídeo sobre a GERAÇÃO TOMBAMENTO para darmos continuidade às nossas Vídeoreflexões . Espero que gostem. !

MAS NÃO DEIXEM DE COMENTAR, DE CURTIR E DE INSCREVER-SE NO MEU CANAL, OK! QUE ESTE NEGÓCIO DÁ UM TRABALHO DAPORHAM…

 

O DIA QUE BEYONCÉ ME PHODEU!

Bom, eu sei que de cara esse título não é algo pela qual a minha mãe se orgulharia e, sei também que depois de lerem esse post, muitas das minhas amigas vão me ligar falando o velho texto sobre “não se expor tanto”, desta vez, em vão… Eu pensei todas as possibilidades para um título que fizesse jus à este post  e nada foi mais adequado que isso, nada foi mais verdadeiro e libertador, bem do jeito que o Post é! Um desabafo, um vômito de uma mulher negra moderna que liberta-se, não dos outros, mas das amarras que ela dá a si mesma.

Bom, quando os anúncios sobre Lemonade começaram e algumas especulações foram veiculadas na imprensa, eu já sabia que “ia dar ruim  pra mim” (rs!). Por isso, quando o vídeo foi finalmente liberado, eu ignorei literalmente que a Queen e fingi que nada tinha acontecido… coloquei meu tênis branco, fiz uma maquiagem monárquica e subi o Morro do Salgueiro para curtir o Black Santa e, diga-se de passagem, dancei como se não houvesse amanhã.

Nos dias seguintes, os amigos me perguntavam insistentemente se eu havia visto Lemonade e eu, covardemente, ignorei suas mensagens tal qual fiz com o filme… Só, que tem uma hora que a gente tem que ter coragem , né!? E eu sou assim, medrosa pero um tanto quanto curiosa, então, fui eu lá, de camisola e fone de ouvido, ter meu contato com Lemonade, tudo enquanto meu filho dormia ao meu lado.

A medida que o filme passava, eu sentia a dor de uma faca que dilacera um peito. A reabertura de uma ferida que na verdade, sempre esteve exposta. Um tanto dor, um tanto cura… uma coisa indescritível. A dor de todas nós mulheres negras, de todos os tempos, em todas as situações, alí, sendo encarada de frente, como sempre devia ter sido.

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GERAÇÃO TOMBAMENTO. ESTAMOS NO CAMINHO CERTO?

Bora falar de “Geração Tombamento”? Porque tá no trend topic, né!? … Enfim, a gente que é ligadão nas questões estéticas (nunca negaremos isso), andamos um pouco preocupados com o rumo que as coisas estão tomando dentro dessa nossa comunidade muderna e empoderada. Eu digo isso porque sou absolutamente consciente e usuária da estética como, inclusive, expressão desse meu eu político e acho que é justamente isso que eu ando sentindo falta por aí.

Não que nenhuma outra pessoa tenha a consciência política da resistência que levamos junto com essa nossa estética brava e ancestral, mas é que tá difícil fazer a galera entender que tombamento é algo que vai muito além dessa capa – que a mensagem fortificada é que faz a parada ter valor, entendem.

Num universo em que jovens negros são mortos e humilhados todos os dias, muito obviamente a manifestação explícita de orgulho de sua ancestralidade africana soa como afronta pra sociedade de uma forma geral. E o povo anda sem medo mesmo. Isso é lindo. É libertador, mas tem que ter fundamento pra carregar isso… E eu ouso dizer que, a falta de consciência e de um discurso de resistência torna essa produção estética uma fantasia caricata do que realmente deveríamos ser… fica raso, fica fútil, fica bobo demais.

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